quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Exemplos do Livro “Sagrado”. O Livro do Amor. Apenas para Refletir.


Depois de amaldiçoar toda a humanidade pelo erro de apenas duas pessoas (Gênesis 3:14-19);

Depois de afogar quase toda a vida inutilmente no Dilúvio, sendo que o mal continuou (Gênesis 6-7, Gênesis 8:21);

Depois de criar leis cruéis, intolerantes, absurdas, supersticiosas e preconceituosas (Levítico 15:19, Êxodo 21:20-21, Deuteronômio 22:21, Levitico 21.18-20, Deuteronômio 25:11,12, etc);

Depois de matar crianças, adultos e animais inocentes que nada tinham a ver com as decisões do faraó (Êxodo 12:29, Êxodo 9:3-6);

Depois de matar muitos do seu próprio povo escolhido apenas por estes estarem insatisfeitos (Números 14:27-29);

Depois de provocar o genocídio dos vários povos somente porquê não o adulavam (Deuteronômio 7:1);

Depois de matar um homem apenas por não querer engravidar a mulher do próprio irmão (Gênesis, 38: 08-10);

Depois de matar um homem apenas por ter catado lenha para fazer fogo para sua família em um sábado (Números 15 32-36);

Depois de matar um casal apenas por terem escondido a grana da venda de seu próprio terreno (Atos 05:1-10);

Depois de ameaçar com castigos eternos os que nele não crêem (João 3:18, Lucas 10:10-16, João 3:18, Apocalipse 21:8);

Depois de matar uma mulher apenas por ter olhado para trás (Gênesis 19:26);

Depois de matar dezenas de jovens apenas por terem zombado da calvície de um profeta (2Reis 2:24);

Depois de dizer que ele mesmo criou o mal, o surdo, o mudo e o cego (Isaías 45:7, Êxodo 4:11);

Depois de dizer que no seu julgamento final haverá os piores horrores (Lucas 21:23, Apocalipse 6:8, Apocalipse 9:6);

Depois de queimar vivas várias pessoas (2 Reis 10-13, Números 11:1);

Depois de exigir que matassem as mulheres casadas e deixar que seus discípulos ficassem com as virgens para serem estupradas (Números 31:17-18);

Depois de afogar cerca de 2000 porcos que possuíam dono (Marcos 5:11-13);

Depois de impedir que um homem fosse ao velório do seu próprio pai (Mateus 8:21-22);

Depois de humilhar uma mulher que buscava a cura para a filha (Mateus 15:22-27);

Depois de assegurar que não veio trazer a paz, mas a espada e a desavença (Mateus 10:34,37);

Depois de matar uma criança inocente pelo erro do pai que Ele mesmo escolheu para ela (2Samuel 12:14,15);

Depois de castigar com pragas terríveis os seus desafetos (Números 16:41-50, Números 25:9, 2Samuel 5:6, 2Samuel 24:15);

Depois de sadicamente enganar seu povo escolhido (Números 11:18-20 e Números 18:31,32);

Depois de ordenar o massacre de crianças, idosos e mulheres grávidas (Deuteronômio 32:25, Ezequiel 9:6, Deuteronômio 2:33,34);

Depois de enviar seu Filho inocente para morrer de forma bárbara pelos erros dos outros ...João diz que "Deus é amor" (João 4:8);

Estou emocionado.
Postado por: Prof. Chicão

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Uma Homenagem (A Verdadeira História do Hexa do Mengão)


Parece que por todo esse tempo, os deuses do futebol brasileiro se distraíram, alias não é por menos, já que são os mesmos dos gregos antigos, dizem que estavam descansando preguiçosamente, e talvez até maliciosamente, deixando que os mortais usassem o seu arbítrio para transformar o futebol nacional em uma espécie de ideal yuppie, conservador, quadrado, certinho, chato e pragmático.

Chegou por boca miúda que Zeus (Zeus é o cara no Olimpo, come todo mundo)acordou na sua cobertura no Monte Olimpo, num domingo chuvoso, cansado de suas aventuras eróticas e resolveu ligar sua TV de LCD 1520” para assistir um peladinha pelo PFC, quando se assustou, ao saber através do Galvão Bueno que o São Paulo era tri campeão brasileiro e brigava pelo quarto titulo consecutivo. Por ser Zeus não teve a mínima duvida, o futebol não estava na mão do verdadeiro responsável. Sendo o verdadeiro responsável Dionísio (deus do vinho, do lazer, do prazer, daquelas coisas também) Zeus foi a procura dele. Pelo tratado do Olimpo, Dionísio é responsável pelo futebol e como tal, tem que dar todo o ano pelo menos um titulo para o Flamengo (Time de Zeus, óbvio), mas como Dionísio bebe demais, acaba que de vez em quando falha com o chefão.
Mas uma questão estava muito errada. Como o Flamengo não ganhava a tanto, o titulo brasileiro? E como São Paulo, time de um santo católico iria ser tetra campeão?
Foi então que Zeus descobriu em uma sala, Hermes (deus metido a inteligente, chato pra cacete), o deus yuppie, sentado em um sofá entre Clodovil (o viado velho mesmo) e Marco Aurélio (o do cavanhaque estranho) segurando os títeres do futebol nacional. Dionísio desta vez tinha exagerado na irresponsabilidade! E com um grito estrondoso que mais parecia um trovão, Zeus tomou os títeres e os deu para seu filho, mas fanático pelo Mengão, Ares (deus da guerra), e ordenou para que ele acabasse com aquela viadagem, para que o time mítico voltasse as suas corriqueiras glórias, porque ele estava afim de ver a porra do futebol (palavras dele).

Então Ares, pavio curtissimo, após espancar Dionísio, Hermes, Clodovil e Marco Aurélio. Resolveu chamar Orfeu (Andrade), filho de Apolo, para com sua lira comandar o time mítico.
Orfeu (deus culto, artista no que fazia ou Andrade, mesma coisa) reparou a presença de um deus no elenco, meio perdido e muito triste, o Hades (deus do submundo ou Adriano) de poucas palavras, que inspirava muito medo nos mortais. Com sua Lira encantada Orfeu em uma tarde no reino da Gávea, resolveu tocar, e o resultado como sempre não poderia ser outro, os pássaros pararam para escutar, as árvores se curvaram para pegar os sons no vento e com melodias simples e belas que tocam o cérebro, Hades (Adriano) perdeu seu medo.

Mas com aquele problema de anos, e com Zeus sentado no sofá olímpico assistindo a pelota, ainda faltava algo, então Orfeu (Andrade), chegou a conclusão, que apesar do deus Hades (Adriano) faltava no time mítico um personagem que apesar de todos os poderes divinos, deus nenhum dispensava, e ele era o herói. Dizia Orfeu (Andrade), “um exercito pode ter deuses apoiando, mas nunca pode faltar um herói”, foi então que observou esquecido em um canto qualquer, Odisseu (herói ardiloso ou Petkovic) , que ainda estava a procura do seu lugar, Ìtaca (ou Reino Gávea, mesma coisa). Ele que havia vencido a guerra de Tróia (ou o tri em cima do vasco, mesma coisa) e havia passado por muitos reinos diferentes para retortar à Ìtaca eterna, reparem, eterna. Odisseu (Petkovic) então com ajuda de Orfeu retomou suas forças e junto com Hades e com um exército Gigantes pode retornar para o Reino da Gávea Eterna com o troféu de hexacampeão brasileiro, agradando os deuses mais importantes e acabando com a viadagem e a chatice no futebol brasileiro.
E essa é a verdadeira História do Hexa.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Direito e a Verdade II

O sistema do direito, o campo judiciário são canais permanentes de relações de dominação e técnicas de sujeição de todas as formas. Temos que encarar o direito como um procedimento de sujeição através do tempo que se desencadeia, e não como uma legitimidade estabelecida. O sistema do direito desempenhou quatro papéis, o de mecanismo de “PODER” da monarquia feudal, instrumento e justificativa para constituição de grandes monarquias administrativas. A partir do sec. XVI e XVII instrumento de luta política e teórica em relação aos sistemas de “PODER”, e o da teoria da soberania reativada com o Direito Romano. Seguindo ainda essa evolução podemos citar que a partir do séc. XVIII uma nova mecânica de “PODER” baseada na coerção, do que na existência física de um soberano, também foi incorporada.
Para melhor compreensão posso simplificar que a teoria da soberania que se baseia sobra a terra seus limites e produtos, se mescla com a teoria disciplinar, ligada aos corpos sociais e seus atos. Foi essa mescla a grande invenção da sociedade burguesa, o instrumento fundamental para constituição do capitalismo industrial e do tipo de sociedade que lhe é correspondente. Notem que estou citando sobre uma invenção, essas duas teorias são completamente antagônicas, adaptadas uma a outra para forjar justificativas de “PODER”. Chocando-se nitidamente cada vez mais uma a outra, tornando freqüentemente mais necessário um discurso mediador dentro das ciências em geral.
Para finalizar quero dizer que eu não tenho a intenção de demonizar o direito, e que não existam pessoas boas acreditando que são úteis dentro deste aparelho, mas sim fazer que vocês entendam que tudo tem uma causa, e que existem muitas coisas nas entrelinhas, e isso que hoje, se pode achar “pronto e justo” ao longo do tempo oportunamente o “PODER”, sistema ou classe dominante, ou seja, la como você por bem defina, tiveram um lucro econômico e uma utilidade política com a evolução jurídica. Sustentando e manipulando esse sistema de coerção.
Esse “PODER” como eu gosto de referir não esta interessado e não se importa absolutamente com as delinqüências, as punições, reinserções ou nada nessa sociedade que não tenha como centro a economia ou seja o lucro. Se importando sim, e muito, com os mecanismos de coerção a fim de evitar que a sua liberdade se de através da lógica cientifica.

O Direito e a Verdade I

Como e com que o direito produz um discurso de verdade que sustenta as relações de “PODER” que conseqüentemente dominam o corpo social? Como e porque o direito se tornou tão poderoso?
Para começar toda produção de discurso tem uma estrutura que o sustenta através de uma acumulação e de uma circulação, gerada de dentro e a partir desta exigência. Sendo assim o “PODER” nos submete à essa produção de verdade e só através dele podemos exercê-lo, obrigando-nos a confessar essa “verdade”. Simplificando o “PODER” nos obriga a produzir verdades da mesma forma que nos obriga a produzir riquezas. E estamos submetidos a essa verdade no sentido de que ela é lei. Como sita Foucault: Somos julgados, condenados, classificados, obrigados a desempenhar tarefas e destinados a um certo modo de viver ou morrer em função dos discursos “verdadeiros” que trazem consigo efeitos específicos de “PODER”.
Mas uma vez vou tentar explicar, o quadro que vemos hoje, em relação ao direito, não caiu do céu enviado por uma entidade justa e perfeita. Desde a idade média nas sociedades ocidentais, o principio geral das relações entre o direito e o “PODER”, é a elaboração do pensamento jurídico em torno do poder Real. É a pedido do poder Real, em seu proveito, e para servir-lhe de instrumento ou justificação que o edifício jurídico das nossas sociedades foi elaborado. É preciso entender que a reativação do Direito Romano no século XII foi o grande fenômeno em torno e a partir de que foi reconstituído o edifício jurídico, que se desagregou depois da queda do Império Romano. Esta ressurreição do Direito Romano foi efetivamente um dos instrumentos técnicos e constitutivos do “PODER” monárquico autoritário, administrativo e finalmente absolutista. Fixando e legitimando o “PODER” em torno de sua maior teoria, a da soberania. Criando com isso aparelhos, instituições e regulamentos que geram verdadeiras relações de dominação social, que explicarei na próxima postagem.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pílula vermelha ou azul!


A intenção deste texto é combater a pasteurização e a banalidade de idéias que a rotina nos impõe, chamar a atenção para o torpor que o dia-dia provoca em nossas mentes, e para o bolsão de ilusão que nós compramos e aceitamos todos os dias quando acordamos e abrimos os olhos.
No filme “Matrix Reloaded” de 2007 uma questão é colocada a prova do herói, escolher entre a pílula azul, que trás como conseqüência o torpor e o aprisionamento da mente em uma “realidade fabricada”, ou escolher a pílula vermelha que revela a realidade de fato. O grande problema nas sociedades subdesenvolvidas, como a brasileira é que a opção da pílula azul não trás um entorpecer agradável, a realidade fabricada que o “PODER” impõe para os indivíduos é tão amarga quanto a realidade de fato, o único efeito que a pílula azul provoca nos indivíduos subdesenvolvidos é a aceitação e o seqüestro da possibilidade de reagir contra os manipuladores.

No mundo inteiro, hoje, as sociedades estão convivendo com um “PODER” que exclui, com um poder que acumula recursos e impõe a aceitação da miséria e da fome. O discurso do “PODER” no mundo inteiro é pasteurizado, “propriedade privada é sagrada”, “não se importe de ver uma pessoa bilionária e outras passando fome”, “você também pode chegar a ser um bilionário”. “O problema da fome é um problema de pessoas inferiores, de sub pessoas, piores que eu e você”, “azar de que não tem ambição e não se prepara”, e por aí vai.
A questão é que em certos países existe uma realidade fabricada que talvez valha para os medíocres, a pílula azul. Existem escolas, hospitais, serviços públicos em geral com certa qualidade, fazendo com que o individuo sub exista com uma ilusão mais aceitável, não se importando que a algumas milhas dali existam pessoas que não tem o que comer.
A grande pergunta para nós brasileiros é. Porque tomamos essa pílula azul tupiniquim? O que ela nos trás? O que funciona neste país? Somos desmoralizados todos os dias por banqueiros, políticos, desembarcadores, policias e corruptos de todas as categorias! Pagamos cada vez mais caro por essa festa orgíaca de “PODER” que nos empurram goela abaixo, e que nós patrocinadores não chegamos nem a catar as sobras. E continuamos a aceitar esse “PODER” legitimado. Não seria mais fácil para nós tomarmos a consciência da realidade e começar a mudar, exigir, incomodar, não viver mais de jeitinho, expurgar a nossa própria inércia e corrupção.
Entre uma novela e outra pense, entre um joguinho e outro pense. Não fique achando que tudo é normal, que o mundo é assim mesmo. Esse é o discurso vendido à duras penas para nós! Existe um inimigo sim! Ele se mostra e se esconde, esta por toda parte, sendo mais específicos não podemos colocar formas como uma classe dominante, governantes, grupos, dirigentes ou aparelhos, simplesmente. O problema é difuso. O importante é sabermos quem explora a sociedade, quem obtém os maiores lucros, em que mãos eles passam, e aonde são reinvestidos. Ninguém é propriamente seu titular, sabemos que existe uma direção e também quem não os é. Para cada situação existe um foco de “PODER” e a direção é sempre vertical, sempre no sentido do interesse maior
Ele acumula riqueza ao invés de distribuir, ele exclui os indivíduos ao invés de incluir e compartilhar.